domingo, 23 de dezembro de 2012

[RESENHA] A escolha - Nicholas Sparks

Nicholas Sparks dispensa apresentações, não é, minha gente? É um dos autores de romance mais aclamados dos últimos tempos e suas histórias, bem, vamos dizer que tem um quê de previsibilidade.

Com exceção para A escolha, talvez e vou lhes contar o porquê.

Travis Parker é veterinario em uma pequena cidade chamda Beaufort. Apaixonado por aventuras, esportes radicais e, claro, animais, Travis já viajou o mundo e namorou muito, mas agora só cuida de Moby, seu cachorro boxer.
Gabby é uma jovem auxiliar médica especializada em pediatria que se muda para Beaufort afim de morar mais perto de seu namorado, Kevin. Ah, e ela tem uma collie que provavelmente está grávida... E Gabby acha que Moby foi o responsável. E o primeiro encontro entre os dois vizinhos Travis e Gabby é devido a isso...
Satisfações tomadas, e Travis já sentindo algo diferente com ela, eles acabam passando um final de semana junto com a irmã e amigos de Travis e suas respectivas famílias (ele é o único solteirão, convenientemente...), se divertindo e se conhecendo melhor.

A história demora a chegar em um ponto que você diz: ah, agora algo vai mudar... Esse final de semana que Gabby e Travis passaram juntos foi a maior parte do livro e tudo seria, flores se você apenas se esquecesse do fato de que Gabby tem um namorado.

Daí você imagina facilmente que o título do livro é por causa da decisão que ela teria de tomar dali a pouco tempo. Só que não.

O prólogo do livro se passa muito tempo depois de quando a história aconteceu e mostra um Travis casado e à beira da separação. A gente só não sabe o motivo.
Você só pode ficar imaginando essas duas partes da história se juntarem de um jeito que fizesse sentido, mas é só isso que você pode fazer: imaginar.

Nicholas Sparks faz uma reviravolta extrema quae no fim do livro e estou começando a achar que vai virar um hábito dele, já que "Um homem de sorte" eu achei o final muito acelerado também. Só posso dizer que A escolha não tem nada a ver com o que quer que a gente preveja no início do livro e você se sente angustiado, triste, derrotado e tudo o que Travis também sente mais pro fim.

Foi uma experiência ótima poder ler mais esse livro de Nicholas Sparks. E, pra mim, foi o melhor dele que li até hoje.
sábado, 7 de abril de 2012

[RESENHA] O palácio de inverno - John Boyne


Título original: The house of special purpose
Editora: Companhia das Letras
Autora: John Boyne
ISBN: 9788535917109
2010, 1ª edição, 456 páginas


Sabe ‘O menino do pijama listrado’? Sabe ‘Noah foge de casa’? Sabe ‘O garoto no convés’? Pois é, O palácio de inverno é do mesmo autor! Assim, a sinopse oficial conta TUDO e mais um pouco do livro, então cortei umas partes pra vocês conhecerem o romance histórico de John Boyne no geral:
Aos dezesseis anos, em ação impulsiva e atabalhoada,  Geórgui Jachmenev impediu um atentado contra a vida de ninguém menos que o grão-duque Nicolau Nicolaievitch, irmão do czar Nicolau II, que, agradecido, nomeou Geórgui o guarda-costas oficial de seu filho Alexei, destinado a ser o próximo czar. A dura experiência com esse mundo gélido de intrigas palacianas, às quais sempre era jogado contra sua vontade, e de grandes tensões e responsabilidade só foi apaziguada com a chegada do primeiro amor, Zoia. Mas os tempos eram agitados: quando a Revolução Bolchevique tomou de assalto o país, e isolou toda a família do czar numa casa de campo nos arredores de Ekaterinburg, mais uma vez Geórgui teve de agir rápido a fim de salvar a si e a Zoia. A vida com ela lhe custaria pátria, família e prestígio, e ele jamais se arrependeu disso - mas e para Zoia, o que teria custado?
Depois desse ato heroico de Geórgui de salvar o primo do czar, sua vida nunca mais seria a mesma. E é o que ele conta, já idoso e morando em Londres, tendo que cuidar do amor de sua vida, Zoia, sua esposa que está doente.
Apesar de a ambientação das lembranças de Geórgui ser na revolução russa que deu origem à Rússia dos bolcheviques (sendo esta o motivo pelo qual ele fugiu do país natal), a história é de um garoto simples, vindo de uma aldeia simples, ao qual coisas complexas aconteceram. Fora a parte final do livro em que algumas cenas violentas foram descritas, o resto do livro me deu a sensação de estar olhando uma foto em vintage. Entendem o que quero dizer? Ele está apreciando e/ou depreciando as escolhas que fez ao longo da vida, não necessariamente descrevendo a história da revolução, mas que acontecimentos impactaram a vida dele no contratempo.
É uma história sobre construção de caráter, amor, família e, por que não dizer, culpa. Apesar de todos os erros que ele tem consciência de ter cometido, o amor que sente por Zoia acaba por guiar sua vida e o transformando no homem firme, apaixonado e honrado que conhecemos ao longo do livro.
A escrita não-linear dá a impressão de que o final surpreende, quando na verdade não o faz. Fica meio óbvio o ‘segredo’ da história, mas nada que faça com que a descoberta seja decepcionante.
Gosto muito quando um autor pega um tema ‘da realidade’ e o transforma em ficção. Lógico: você não precisa ser um historiador ou um grande conhecedor da área pra gostar de O palácio de inverno, mas se tiver ao menos uma vaga noção, a leitura fica ainda mais majestosa e digna de respeito. Meu respeito a você, John Boyne.
 

John Boyne (nascido em 30 de abril de 1971) é um romancista Irlandês. Ensinou língua inglesa no Trinity College, e Literatura Criativa na Universidade de East Anglia, onde foi galhardoado com o prêmio Curtis Brown. Já escreveu cinco romances e está escrevendo (em 2007) o sexto, assim como uma quantidade de contos que foram publicados em várias antologias e transmitidos por rádio e televisão. Seus romances foram publicadas em 29 idiomas. The Boy in the Striped Pyjamas é um "mais vendido" em Nova York e uma adaptação para o cinema começou a ser filmada em abril de 2007. Boyne reside em Dublim.